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Os pacientes com doença renal crónica, que consomem elevadas quantidades de cafeína poderão apresentar um risco de morte menor em quase um quarto, em comparação com os pacientes que consomem quantidades reduzidas.

 

O estudo conduzido por uma equipa de investigadores do Centro Hospitalar Lisboa Norte, Portugal, foi apresentado no Congresso Anual da Associação Americana de Nefrologia que decorreu em Nova Orleães, EUA.

 

Muitos estudos tinham já associado a cafeína a benefícios ligados ao prolongamento da vida. Bigotte Vieira, coautor do estudo, e equipa propuseram-se assim investigar os potenciais benefícios da cafeína sobre a doença renal crónica.

 

Para o efeito, a equipa usou dados de uma Análise da Saúde e Nutrição Nacionais entre 1999 e 2010, na qual foram identificados 2.328 pacientes com doença renal crónica.

 

Os participantes foram divididos, no início do estudo, em quatro grupos, consoante o consumo diário de cafeína dos mesmos.

 

O primeiro quartil foi de pacientes que consumiam menos de 29,5 miligramas de cafeína diários; o segundo quartil incluía pacientes que consumiam entre 30,5 e 101 miligramas de cafeína por dia; o terceiro quartil abrangia os que consumiam entre 101,5 e 206 miligramas por dia e finalmente, o último quartil agrupava os pacientes que consumiam entre 206,5 e 1.378,5 miligramas de cafeína diários. 

 

Seguidamente, os investigadores investigaram a mortalidade em cada paciente e respetiva associação ao consumo de cafeína do mesmo.

 

Foi verificado que em comparação com os participantes do primeiro quartil de consumo de cafeína, os que se situavam no quarto quartil de consumo apresentavam uma propensão 24% inferior de morrerem de todas as causas. 

 

Os participantes do segundo e terceiro quartis apresentavam, um risco de morrerem 12 e 22% inferior, respetivamente. Os resultados mantiveram-se após terem sido tidos em consideração variados fatores que poderiam alterar o que foi apurado.  

 

Embora o estudo seja observacional, Bigotte Vieira considerou que “estes resultados sugerem que aconselhar os pacientes com DRC [doença renal crónica] a consumirem mais cafeína pode reduzir a sua mortalidade. Isto representaria uma opção simples, clinicamente benéfica e económica, embora este benefício deva ser idealmente confirmado num ensaio clínico randomizado”. 

Publicado: portaldadialise | 2017-11-16 08:00 Última atualização: 2017-11-16 12:52:01 Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A Tags : Alimentação, Investigação
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