Todas as perguntas e respostas

 

Perguntas Frequentes

 

O QUE É HEMODIÁLISE ?

Quando os rins deixam de funcionar, a hemodiálise surge como uma opção de tratamento que permite remover as toxinas e o excesso de água do seu organismo. Nesta técnica depurativa, uma membrana artificial é o elemento principal de um dispositivo designado dialisador, comummente conhecido por “rim artificial”

O QUE É DIÁLISE PERITONEAL?

Uma das opções de tratamento disponíveis no tratamento da Insuficiência Renal Crónica Terminal. É uma técnica fisiológica que utiliza a membrana peritoneal (membrana que envolve os órgãos abdominais), atua como um filtro do sangue, removendo excesso de água e toxinas do corpo. É uma técnica também denominada "auto-diálise", porque é realizada por si ou por um familiar próximo.

TRANSPLANTE RENAL ?

O transplante renal consiste na implantação de um rim saudável num doente com doença renal crónica, habitualmente já em programa de diálise (hemodiálise ou diálise peritoneal). O transplante pode ser efectuado antes de iniciar diálise quando o rim é proveniente de um dador vivo. A pessoa transplantada não deixa de ser um doente renal, necessitando de efectuar sempre mediação com finalidade de evitar a rejeição do rim transplantado.

O QUE É O TRATAMENTO CONSERVADOR MÉDICO? (SEM DIÁLISE)

O tratamento conservador consiste na aplicação de medidas terapêuticas sem recorrer à diálise nem à transplantação renal. As indicações para esta modalidade de tratamento da insuficiência renal crónica avançada são as situações em que o tratamento interventivo (diálise e transplantação) não se encontra indicado ou não é possível efetuá-lo ou, ainda, quando não faculta uma esperança e uma qualidade de vida superiores à oferecida pelo tratamento conservador. Nota: Sem prejuízo da observância do direito de o doente optar livremente pela modalidade terapêutica, o tratamento conservador médico não é uma alternativa às outras modalidades, encontrando-se reservado para situações graves, de mau prognóstico de vida, em que a diálise não faculta uma esperança e uma qualidade de vida superiores. (Norma no 017/2011 de 28/09/2011 atualizada a 14/06/2012)

O QUE É UMA FÍSTULA ARTERIO-VENOSA? (FAV)

A fístula AV é um tipo de acesso que envolve uma ligação direta entre uma artéria e uma veia do próprio doente. A ligação criada cirurgicamente é designada por anastomose em regra geral, é efectuada imediatamente abaixo da pele.  Um acesso vascular é um sistema criado ou implantado cirurgicamente, através do qual o sangue pode ser extraído do organismo com segurança, transportado no circuito extracorporal e devolvido ao corpo. O sucesso da hemodiálise depende muito da adequação do fluxo de sangue através do dialisador. Um acesso vascular disfuncional diminui a adequação da diálise, aumentando assim a morbilidade e a mortalidade dos doentes. Por isso, um acesso vascular funcional é crucial e tem de ser assegurado.  É o acesso vascular permanente mais seguro e mais duradouro para a hemodiálise, é a que proporciona melhores resultados. A anastomose permite que o sangue da artéria se desvie e entre directamente na veia mais superficial. Consequentemente, a veia distende-se de forma anômala devido à elevada pressão criada pelo fluxo sanguíneo arterial. Esta veia arterializada e distendida é a chamada fístula artério-venosa.  Existem sobretudo três tipos de fístulas que têm o nome da artéria e veia utilizada na sua construção. FAV rádio-cefálica ( mais vulgar ) FAV cúbito-basílica ( muito rara ) FAV bráquio-cefálica

OPÇÕES DE TRATAMENTO PARA INSUFICIÊNCIA RENAL CRÓNICA

Uma vez atingida a DRC estadio 5, é necessário um novo rim por transplante ou, para a maioria dos doentes, iniciar a diálise, que será hemodiálise ou diálise peritoneal. Normalmente, a hemodiálise é realizada três vezes por semana, durante três a 4 horas num hospital ou numa clínica. A Diálise Peritoneal costuma ser uma terapêutica contínua efectuada pelo doente 4 vezes por dia e apenas requer visitas periódicas ao hospital. Após um transplante renal bem sucedido, o doente pode regressar a uma vida quase normal. O principal problema é o risco de rejeição. Actualmente, a sobrevida ao transplante ao fim de um ano, ronda os 90% para os doadores vivos e 70% para os rins de cadáver.

QUE DOENÇAS PODEM PROVOCAR UMA INSUFICIÊNCIA RENAL CRÓNICA?

Glomerulonefrite, Pielonefrite,  Rins poliquísticos,  Diabetes,  Hipertensão Arterial. Uma doença importante que leva à insuficiência renal crónica é a glomerulonefrite: inflamação dos glomérulos. O termo refere-se a uma diversidade de doenças inflamatórias que afectam os glomérulos. Outra causa importante é a diabetes mellitus de longa data (15-20 anos), que dá origem a lesões estruturais nos rins. Para além destas causas, há muitas outras, incluindo: infecções das vias urinárias ascendentes, que em certos casos podem disseminar-se à pélvis do rim e causar pielonefrite. A hipertensão durante um período de tempo prolongado pode causar endurecimento dos pequenos vasos sanguíneos dos rins, ou seja, nefrosclerose. Algumas doenças congénitas provocam a destruição dos rins, como é o caso da doença renal poliquística. Isto não significa que estas doenças tenham de provocar obrigatoriamente uma insuficiência renal, especialmente se é feito um tratamento adequado.

EXISTE IDADE MÍNIMA PARA SER DADOR?

Não há limite de idade; é suficiente que o órgão ou tecido colhido seja saudável. No caso de um menor, os pais são determinantes para a doação, de acordo com critérios específicos de modo a assegurar o respeito pelos direitos do dador.

QUE TRANSPLANTES SÃO EFETUADOS HOJE EM DIA?

Quase todos os órgãos ou Tecidos podem ser transplantados. As técnicas de transplantação modernas oferecem possibilidades quase ilimitadas graças à investigação desenvolvida em todo o mundo, em particular relativamente à transplantação com dadores vivos. Estes transplantes ocorrem mais frequentemente entre membros da mesma família. As suas principais vantagens são a redução do tempo em lista de espera, a capacidade de planear a cirurgia de transplantação, em vez de lidar com uma emergência, e uma melhor qualidade dos resultados.

Publicado: portaldadialise | 2017-03-20 14:15 Última atualização | 2017-03-20 19:00 Imagem | © Pixabay
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